Quem somos

Posicionamentos

Defendemos a autogestão da saúde

Longe de desmerecer a medicina moderna e os seus avanços, queremos dignificar os saberes medicinais e ancestrais, deixando de entender a saúde desde a fragmentação, a dependência acadêmica, institucional e masculinizada.

Reclamamos o poder da medicina popular

Entendemos que sanar é político e vimos questionar a quem consideramos autoridades, para deixar de reconhecer exclusivamente a quem possui um título universitário, infantilizando, ridiculizando e folclorizando os saberes das nossas antigas.

Não fazemos cosmética, fazemos medicina

Precisamos desmarcar-nos da indústria cosmética e da moda verde, que reproduz padrões de beleza e mercantiliza os nossos corpos e territórios com princípios económicos e utilitários, sem questionar a ordem capitalista e patriarcal.

Recuperamos os nossos próprios ritos

Apostamos pela recuperação das nossas datas, celebrações, tradições, rituais e espiritualidade pagã, tentando evitar assim a apropriação cultural de outros povos e comunidades historicamente oprimidas pela Europa colonial. Porque ritualizar é resistir.

Permitimos-nos a desobediência terapêutica

Desvinculámo-nos da psicologia oficial e das suas disciplinas generalistas, obcecadas com a objetividade, a neutralidade e a superioridade, podendo assim construir espaços seguros e populares, onde encontrarmo-nos e contermo-nos desde um outro paradigma.

Desafiamos a sexualidade hegemónica

Manifestamos o direito a explorar os nossos próprios prazeres e tomar o controle das nossas corpas e desejos, resignificando o gozo e descentralizando-o da genitalidade, a reprodutividade, os moralismos e as práticas automatizadas.

A nossa abordagem não é binária

Entendemos que existem identidades e corporalidades periféricas, e queremos aprender a construir fora das categorias de sexo-gênero normativas, validando todas as vivencias, experiencias e sentires.

Falamos em galego internacional

Percebemos a integração do povo galego na lusofonia como um jeito de supervivência da nossa linguagem e cultura sociopolítica, desvinculada de um governo dependente, autonomista e limitante, em relação à nossa condição de nação histórica, soberana e autodeterminada.

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